O bom cínico

25 10 2009

Como bom cínico tenho mais que um saudável desprezo pelas normais morais e sociais que nos querem impor socialmente. Só um tonto aceita o que lhe é dito por perfeitos estranhos e nunca os questiona. Por isso não faço alarido quanto a sistemas políticos. É-me indiferente quais são os títulos dos governantes. O importante é assegurar a dignidade humana de todos os cidadãos e o seu direito a uma vida justa. É por isso que qualquer sombra de autoritarismo e moralismo deixam-se logo de “orelha levantada”. Cada um sabe de si e mais nada. Eu sou o juiz das minhas escolhas morais tal como das minhas opções de vida e qualquer tentativa de nos roubar esses direitos deve ser denunciada e combatida.

Foram avisados

Foram avisados

É por isso que quando leio notícias destas não me choco muito. As eleições em Portugal sempre foram dúbias. Desde a sua criação no século XIX que os magnatas locais manipulam e compram votos de forma a favorecer o candidato que lhes pode assegurar a estabilidade dos seus interesses. Hoje em dia as dúvidas permanecem. Quanto a quem está por detrás do financiamento. Quanto às carreiras dos políticos (fora e dentro do serviço público). Quanto ao poder que os eleitos devem ter (podem ser democráticos mas isso nãos os impede de cometerem erros ou de abusarem da sua posição) entre muitas outras coisas.

A verdade da coisa...

A verdade da coisa...

Para o homem inteligente o grande problema não está em decidir o sistema político. Nem em reparar nas pequenas corrupções inevitáveis num sistema mais ou menos livre. Está antes em ter a certeza que o poder que existe é o necessário para lidar com as situações (não dar poder que não resolve nenhum problema real e só serve para nos coagir) que surgem e em ter certeza que em linhas gerais os serviços comuns funcionam bem (implica a integridade de que os dirige). O resto são notas de rodapé.