As duas Igrejas, uma católica outra socialista

26 10 2009

Vivem uma da outra, o PS lança temas para a praça pública para aquecer os reaccionários (especialmente o casamento homossexual) em vez de o aprovar de imediatamente, como aliás é obrigação depois da campanha que tiveram, arrasta a coisa na praça pública para vender a sua imagem progressista. A Igreja agradece o destaque, que de outra forma não teria possibilidade de ocupar por tanto tempo, e aproveita para ver se recupera alguma influência – notável como uma instituição que insiste no seu direito de fazer as coisas da sua forma sem interferência exterior está sempre pronta a meter o nariz na vida dos outros (não choca, já nos habituaram à hipocrisia constante, mas irrita). Se a coisa aquecer demais o PS vai para referendo recuando cobardemente como sempre faz nas alturas importantes alegando razões democráticas (a incoerência é que os direitos humanos não são passíveis de serem referendados) e se o tema gerar indiferença, como é provável, a Igreja joga a carta do credo minoritário perseguido – o facto de isto afectar pessoas que não são católicas passa-lhes convenientemente ao lado.

Agora ganho eu agora ganhas tu

Agora ganho eu agora ganhas tu

Duas Igrejas, duas hierarquias, dois estilos de manipulação e em ambas um interesse nulo pelo bem estar das pessoas a quem esta legislação irá afectar e pela esmagadora maioria das pessoas que não têm opinião sobre o tema porque, correctamente, acham que não lhes diz respeito.





Liberdade para concordar

20 10 2009

Todos vivemos no reino do faz de conta, em Portugal é um país estável e civilizado em vez de semi-europeu e corrupto como realmente é, mas de tempos a tempos temos hipótese de nos olharmos ao espelho. O que vemos é que a liberdade duvidosa que tínhamos até este ponto está a diminuir a olhos vistos. Já não bastava o facto de 90% das notícias mainstream serem apenas ordens de grupos económicos, que detêm jornais e tvs e que nomeiam os jornalistas mais obedientes para lugares de destaque, agora até a possibilidade teórica de dissensão desaparece.

Começa a aparecer o credo oficial da oligarquia:

Os partidos são bons.

O mercado “livre” é bom.

 As oligarquias são boas.

A corrupção é normal.

O tráfico de influências é normal.

Propaganda Orwelliana vs Realidade

Propaganda Orwelliana vs Realidade

Gerações inteiras a crescerem e viverem nesta realidade distópica não têm capacidade para distinguir o desejável da normalidade orwelliana do seu país.